segunda-feira, 28 de maio de 2018





Condição "sine qua non"
Para manter o "frisson"
Das loucas paixões
É ter noção que um abraço
Sempre gera um espaço
Entre dois corações

Vou dar-te o meu calor
E para além além do amor
A minha constelação
Sangue fervendo na veia
Um copo de "Lua cheia"
E o toque da minha mão

segunda-feira, 21 de maio de 2018




Algo vai mal no reino do bem
Errática e distorcida realidade
Prenhe de poder e de desdém
Eivando a fantasia de maldade

Consomem-se as ideias na fornalha
Da ignomínia, desvario atarantado
De homens prisioneiros do triste fado
De viver teimosamente no fio da navalha

Ofereço-me em sacrifício aos Deuses
Na esperança de poder renascer puro
Sem mitos urbanos e castos pudores
Sem temores e sem medo do escuro...

sexta-feira, 23 de março de 2018




                   A magia de um acordar
                   Os corpos doridos mas firmes
                   Bocas vorazes e tão sublimes
                   Sem limites para saborear

                   A mistura dos cheiros da noite
                   Disseminada nos corpos quentes
                   As marcas dos dedos e dos dentes
                   A sevícia consentida de um açoite...
                   
                   
                    
                   Ficou mais fácil enfrentar o novo dia
                   Desconstruir as ladainhas e a correria 
                   Unir as tão retorcidas pontas do novelo 
                   E voltar ao nosso inexpugnável castelo ... 
                   



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

"Na tua boca..."



Na tua boca
Havia um rio
Uma torrente
Um desvario...

Na tua boca 
Havia um leito
Lascivo e doce
Um desafio...

Na magia do momento
Um frémito,um tormento
Incandescente

Da rara mistura das salivas
Uma explosão perfeita
Transcendente

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

         " Fado promíscuo"

       Não sei tudo sobre a vida
       Mas arrisco-me a dizer
       Que constato sem querer
       Uma desordem pervertida

       Essa avidez de protagonismo
       Apesar de tantos antagonismos
       Está enfermo o teu desígnio
       Caos de pensamentos ígneos

       Tão promíscuo estás meu Fado
       Entras pelo Rock desbragado
       E agitas o meu Blues intimista

       Rebolas-te bambo na Bossa
       E por este saltitar em devassa
       Todos querem ser fadista






     

sexta-feira, 6 de outubro de 2017






                     "Do fundo de mim..."

Soltaste as amarras deste cais
Partiste na fímbria da maré
Sem saber muito bem pra onde
Sem sequer saber porquê...

Chegaste ao infinito por mar
Perdida num triste remanso
Sem rumo nesse mar chão
Sem a ãncora da minha mão...

Roguei às ninfas para te guiar
Até tocares um porto seguro
Louco para te procurar

Queria tanto saber de ti
Quedo, no breu do escuro
Esperando o dia de te encontrar...




sexta-feira, 25 de agosto de 2017

"Te lambuzar de mim..."

Serva deste meu ser
Ínclito macho e senhor
Sôfrega de mim,meu suor
E minha saliva quiseste sorver

O meu sémen ousaste levar
E em cálice sublime guardaste
Para te servires a todo o instante

Fascinante e doce te despes do avatar
Profano animal que um dia ensinei a voar
Para me servires assim na noite sem pejo
No frémito intenso de cada novo beijo

Limpaste o meu corpo avidamente
Saboreando em descontrolado êxtase
O infinito delirante deste irreal presente...