segunda-feira, 18 de outubro de 2021




"Como está cinzento o céu...no depois
A matemática não funciona mais,dois e dois
Não são quatro,os coeficientes estão em parte incerta...
Há sempre uma porta que teima em se manter aberta
O tal botão que faz "click" está perro demais
Está difícil de desligar e outras coisas que tais...
Vou querer sempre saber de ti,ficaste em mim
E tu sempre te irás sentir meia...ausente
Estranha e fria,vazia e aridamente
Assim..."



"O meu coração balança
Em supetão,entre o cá e o lá
Num sonho tórrido sou a fera mansa
Que te sufoca de amor em ninhos de tafetá..."

terça-feira, 26 de novembro de 2019



Pára Mundo
Mundo Pára!
O Tempo Também Parou
Para sentir E te fruir a Sorrir

Pára Mundo
Mundo pára!
Como posso pedir ao sonho
Que se transmute em porvir? 

Ai se o Mundo parasse agora...
Te tomaria relapso e sôfrego
Meio louco,meio trôpego

E logo fugia pasto adentro
Para lá deste insano epicentro
Te amando fascinado noite fora





  

sexta-feira, 15 de novembro de 2019



Quando quiseres saber de mim
Pergunta ao teu coração
Desaperta os atilhos da alma
Te liberta das minudências, de todas as aparências
Deixa brilhar o teu sorriso mesmo que te falte o siso
Estou te abraçando,fica calma
Sente em ti a minha mão
Que te deixa perdida assim...

sábado, 8 de junho de 2019

Vingança



      "Vingança"


Sórdido e maléfico sentimento
Essa capacidade de saber sorrir 
Jurando nos olhos o amor isento
Ainda quente e saciada de te trair...


sexta-feira, 31 de maio de 2019



  


Me usa
Me abusa
Vem,me fode sim
Não me agride nem rotula
Te açoito o rabo e te marco a quente
Como senhor do teu destino,da tua alma
Te lambuzo os seios túrgidos e te tomo sem freio
Mesmo na distância, mesmo estando ausente
Sente o meu domínio e como te possuo por inteiro...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019



Sobre os posts e quejandos e tantos mitos urbanos...

Adoro os posts encantados do nosso fake Face.
São a praga diária dos nossos feeds masok
Normalmente chegam das mulheres feias 
Ou dos homens fiéis com dor de corno
As primeiras,apregoam a beleza interior
A força do espírito casto e voluntarioso
Os segundos,a sacrossanta mesquinhez
Do cavalheirismo,amantes da desfaçatez...

Podes ser fria,feia,nariguda
Ter mãos de lixa e joanetes
Mas és aquela a luz que nos ilumina
A mais serena força que nos fascina
Podes ser sacana e mal formado
Impiedoso e falso e atormentado
Mas tens essa ímpia arte de enganar
Qual contador de histórias de encantar...

Adoro estes lupanares da beleza virtual
Onde se fornicam o bem e o mal
Amena cavaqueira de falsidade
Onde casualmente se encontra
Alguém que não te confronta
Com a sua mais pura maldade
  

quarta-feira, 24 de outubro de 2018






                              "Soneto simples"

    Frenético e disruptivo
    Esse teu vai e vem de tristeza...
    O amor fica mais frio e assertivo
    E te consome em chamas de incerteza

    Ora amargo ora doce nesse pecado consentido
    Assim vais transpondo o céu para lá das estrelas
    E se acaso me turvarem os olhos, feliz por ver-las
    Deixa que os limpe sem vergonha no teu vestido...

    Não sei se ainda me queres ver
    Talvez seja bom não saber...
    Espero novas do vento

    Na incerteza do teu querer
    É bom saber que te vou ter
    Na volúpia do meu pensamento...

quarta-feira, 3 de outubro de 2018





Te levo para voar sem limites
E te sinto assim,perdida
À deriva, em mim...
Mil quadros mil deleites
Vou-te beijando assim despida
Esses lábios carmim

Te desfruto como se fosses única
Nesse olhar de fêmea impudica
Visualizo a tua boca túrgida e quente
Onde ávido me afogo sofregamente
Me abraças carente, tórrido amplexo
Enquanto te vou acariciando o sexo...

quarta-feira, 25 de julho de 2018






Esventra-me este corpo mutilado,exangue
Atira-me ácido,o teu fel,esfrega-me com mel
Arrasta-me para o teu ninho,chama-me infiel
Mas não faças de mim esse cachorro que lambe
As feridas antigas,os teus traumas e desenganos
Porque antes de seres pensantes fomos
Somos e... quiça sempre seremos?
Humanos.

segunda-feira, 28 de maio de 2018





Condição "sine qua non"
Para manter o "frisson"
Das loucas paixões
É ter noção que um abraço
Sempre gera um espaço
Entre dois corações

Vou dar-te o meu calor
E para além além do amor
A minha constelação
Sangue fervendo na veia
Um copo de "Lua cheia"
E o toque da minha mão

segunda-feira, 21 de maio de 2018




Algo vai mal no reino do bem
Errática e distorcida realidade
Prenhe de poder e de desdém
Eivando a fantasia de maldade

Consomem-se as ideias na fornalha
Da ignomínia, desvario atarantado
De homens prisioneiros do triste fado
De viver teimosamente no fio da navalha

Ofereço-me em sacrifício aos Deuses
Na esperança de poder renascer puro
Sem mitos urbanos e castos pudores
Sem temores e sem medo do escuro...

sexta-feira, 23 de março de 2018




                   A magia de um acordar
                   Os corpos doridos mas firmes
                   Bocas vorazes e tão sublimes
                   Sem limites para saborear

                   A mistura dos cheiros da noite
                   Disseminada nos corpos quentes
                   As marcas dos dedos e dos dentes
                   A sevícia consentida de um açoite...
                   
                   
                    
                   Ficou mais fácil enfrentar o novo dia
                   Desconstruir as ladainhas e a correria 
                   Unir as tão retorcidas pontas do novelo 
                   E voltar ao nosso inexpugnável castelo ... 
                   



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

"Na tua boca..."



Na tua boca
Havia um rio
Uma torrente
Um desvario...

Na tua boca 
Havia um leito
Lascivo e doce
Um desafio...

Na magia do momento
Um frémito,um tormento
Incandescente

Da rara mistura das salivas
Uma explosão perfeita
Transcendente

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

         " Fado promíscuo"

       Não sei tudo sobre a vida
       Mas arrisco-me a dizer
       Que constato sem querer
       Uma desordem pervertida

       Essa avidez de protagonismo
       Apesar de tantos antagonismos
       Está enfermo o teu desígnio
       Caos de pensamentos ígneos

       Tão promíscuo estás meu Fado
       Entras pelo Rock desbragado
       E agitas o meu Blues intimista

       Rebolas-te bambo na Bossa
       E por este saltitar em devassa
       Todos querem ser fadista






     

sexta-feira, 6 de outubro de 2017






                     "Do fundo de mim..."

Soltaste as amarras deste cais
Partiste na fímbria da maré
Sem saber muito bem pra onde
Sem sequer saber porquê...

Chegaste ao infinito por mar
Perdida num triste remanso
Sem rumo nesse mar chão
Sem a ãncora da minha mão...

Roguei às ninfas para te guiar
Até tocares um porto seguro
Louco para te procurar

Queria tanto saber de ti
Quedo, no breu do escuro
Esperando o dia de te encontrar...




sexta-feira, 25 de agosto de 2017

"Te lambuzar de mim..."

Serva deste meu ser
Ínclito macho e senhor
Sôfrega de mim,meu suor
E minha saliva quiseste sorver

O meu sémen ousaste levar
E em cálice sublime guardaste
Para te servires a todo o instante

Fascinante e doce te despes do avatar
Profano animal que um dia ensinei a voar
Para me servires assim na noite sem pejo
No frémito intenso de cada novo beijo

Limpaste o meu corpo avidamente
Saboreando em descontrolado êxtase
O infinito delirante deste irreal presente...


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Diz-me tu...





Diz-me como queres,Amor
Se ficas com o desejo e a loucura
Ou se preferes o silêncio da noite escura...

Agitas-me o peito nem eu sei como
Um suspiro longo,um simples assomo
E apesar de me chamares bisnau
De carregar o estigma de mau

Assusta-me porque sempre sinto
E sabes bem que nisto não minto
A doce ardência da fornalha
Do teu amor...


segunda-feira, 31 de julho de 2017





                  “Soneto do amor escondido”

Tomei o sol
Tomei a lua
Viajei nas asas
Da tua imagem nua

A cor do mar
De azul perdido
Tomava de assalto
Cada poro escondido

O amor? Estava ali
Na tua mão, carente
E teu peito farto, arfando

Queres voar agora? Vem…
Na esteira desse cometa ardente
Recebo teu sexo em brasa…pulsando.