quarta-feira, 3 de outubro de 2018





Te levo para voar sem limites
E te sinto assim,perdida
À deriva, em mim...
Mil quadros mil deleites
Vou-te beijando assim despida
Esses lábios carmim

Te desfruto como se fosses única
Nesse olhar de fêmea impudica
Visualizo a tua boca túrgida e quente
Onde ávido me afogo sofregamente
Me abraças carente, tórrido amplexo
Enquanto te vou acariciando o sexo...

quarta-feira, 25 de julho de 2018






Esventra-me este corpo mutilado,exangue
Atira-me ácido,o teu fel,esfrega-me com mel
Arrasta-me para o teu ninho,chama-me infiel
Mas não faças de mim esse cachorro que lambe
As feridas antigas,os teus traumas e desenganos
Porque antes de seres pensantes fomos
Somos e... quiça sempre seremos?
Humanos.

segunda-feira, 28 de maio de 2018





Condição "sine qua non"
Para manter o "frisson"
Das loucas paixões
É ter noção que um abraço
Sempre gera um espaço
Entre dois corações

Vou dar-te o meu calor
E para além além do amor
A minha constelação
Sangue fervendo na veia
Um copo de "Lua cheia"
E o toque da minha mão

segunda-feira, 21 de maio de 2018




Algo vai mal no reino do bem
Errática e distorcida realidade
Prenhe de poder e de desdém
Eivando a fantasia de maldade

Consomem-se as ideias na fornalha
Da ignomínia, desvario atarantado
De homens prisioneiros do triste fado
De viver teimosamente no fio da navalha

Ofereço-me em sacrifício aos Deuses
Na esperança de poder renascer puro
Sem mitos urbanos e castos pudores
Sem temores e sem medo do escuro...

sexta-feira, 23 de março de 2018




                   A magia de um acordar
                   Os corpos doridos mas firmes
                   Bocas vorazes e tão sublimes
                   Sem limites para saborear

                   A mistura dos cheiros da noite
                   Disseminada nos corpos quentes
                   As marcas dos dedos e dos dentes
                   A sevícia consentida de um açoite...
                   
                   
                    
                   Ficou mais fácil enfrentar o novo dia
                   Desconstruir as ladainhas e a correria 
                   Unir as tão retorcidas pontas do novelo 
                   E voltar ao nosso inexpugnável castelo ... 
                   



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

"Na tua boca..."



Na tua boca
Havia um rio
Uma torrente
Um desvario...

Na tua boca 
Havia um leito
Lascivo e doce
Um desafio...

Na magia do momento
Um frémito,um tormento
Incandescente

Da rara mistura das salivas
Uma explosão perfeita
Transcendente

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

         " Fado promíscuo"

       Não sei tudo sobre a vida
       Mas arrisco-me a dizer
       Que constato sem querer
       Uma desordem pervertida

       Essa avidez de protagonismo
       Apesar de tantos antagonismos
       Está enfermo o teu desígnio
       Caos de pensamentos ígneos

       Tão promíscuo estás meu Fado
       Entras pelo Rock desbragado
       E agitas o meu Blues intimista

       Rebolas-te bambo na Bossa
       E por este saltitar em devassa
       Todos querem ser fadista