terça-feira, 4 de março de 2014





“Soneto do amor escondido”


Tomei o sol
Tomei a lua
Viajei nas asas
Da tua imagem, nua

A cor do mar
De azul perdido
Tomava de assalto
Cada poro escondido

O amor? Estava ali
Na tua mão, carente
E teu peito farto, arfando

Queres voar agora? Vem…
E na esteira desse cometa ardente
Recebo teu sexo…
Pulsando.





   

domingo, 16 de fevereiro de 2014




                              Havia um rio lascivo e doce...

                                       


                           
Havia um rio
Lascivo e doce brotando
Em tons diáfanos das minhas íris
Irremediavelmente
Tomadas
De ti
E em ti
Aqui e agora
Em tua ânsia
Me acorrento
Num amplexo, sufoco
Esse grito, visto-me de vento
Jorrando minha lava quente
Peço-te um orgasmo louco                                                                    Joao Galante
E assim te possuo
O  pensamento…

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014




                      "Lua, sorriste em mim"


Guardaste pra mim
O fogo dos deuses sem pleito
O canto das mágoas no peito
Que solícita  me ofereces
Num sonho acordado
Sem fim.


Lua, sorriste em mim
Apareceste nua, aberta em flor
Desabrida viscejante amor
E como cresces vivaz
Neste meu ígneo
Jardim...


Delírios do tempo
Martírio das horas, eternas
Madrugadas crivadas de súplicas
Atormentadas, intensamente lúbricas
Porque não mais voltaste
A tristeza acendeste
Em mim.

domingo, 3 de novembro de 2013

Gato...



Sim, amor
Como eu sei que sim
Sei que me sentiste furtivamente
Certamente porque …eu estive aí contigo
E na percepção de cada momento dessa viagem
Fui torrente, fui jorro, fui palavra e renasci poema.
Na orgia dos sentidos tomei-te de assalto, de mansinho
Apoderei-me dos lóbulos para descer pelos relevos do pescoço
Tremeste com o som cavo dos meus dentes, cravados sim
Mas naquele mordiscar de gato com ânsias de dono
Percorri teu dorso relendo cada saliência, trémula
Tua pele moldava-se numa suprema escultura
Em minhas mãos de mestre, teu mestre
Guerreiro de uma guerra consentida
E eterna, sem sangue mas Nossa!
Como sangrava o teu coração
Quando morreste por mim
Para renascer diáfana
Numa flor de lótus
Flutuando
Em mim


sábado, 14 de setembro de 2013










Feitiço…

Tomei-te
Por detrás num repente
Violento e quase caíamos por terra
Na cósmica intensidade do teu grito rouco
Senti o gozo farto escorrendo pela fímbria do sexo
Profusa e docemente
Molhado
De mim

Soltei a fera
Adormecida na mulher menina
E no mágico instante em que te fixavas
Naquele velho espelho sortilégio dos deuses
Ofereci-te a minha língua para degustares
Os raros néctares de saliva e seiva
Que na febre louca do acto
Sorvi guloso
De ti




quinta-feira, 27 de junho de 2013




                                          Toma (me)



Esse olhar assim tão teu
Quando encontra enfim o meu
Reconstrói o que caiu algures por terra
Como me alucino em ti, mulher fêmea
Quando aceitas todos os meus segredos
Mulher que mimas a minha insana loucura
Os teus braços ficaram subitamente quedos
As tuas coxas brilhantes deliciosamente mudas
Estás assim semi desfalecida, saciada e sem forças
Me esperas e imploras num relance
Ofereces-me a boca húmida
Beijo-te agora
Toma
Me...