quarta-feira, 20 de agosto de 2014

"Linguajar de leão..."



Bom dia leoa,como vais?
Tal qual prometi, sonhei contigo
Transcendental viagem, castigo
Louco,transversalmente,por detrás...

A boca pede de novo a tua boca
O sexo lânguido está ávido do teu
Básico desejo, vontade louca
Ansia desse corpo roçando no meu

Não fugimos, está inscrito
Pelos trilhos, no caminho
Alastra o fogo, ardendo

E assim espero teu grito
Insano, cruel e clandestino
Mágico desatino em crescendo...

quinta-feira, 10 de julho de 2014





                     "I love to be your Slave"
I love to be your slave
The excipient and the sweetener
A true delight relieved
After another day
Narrow and lonely…
I like to be your slave
When you spike your nailsIn my neck tired by serving you
And i cry because i know you like
To feel that you are the queen of Earth
The one, who makes me kiss when
I´m swished handcuffed in your bed

And when finally you loose me
Pleased and more than served
You unleash a kiss tied
To the pier of our passion
That shelters me like a slave ship
Stranded in this backwater river just like
You…

segunda-feira, 30 de junho de 2014



                 "O cio dos homens"

Esperava por ti, fêmea...
Inquieto,cheirando sem norte
O chão de estrelas do meu covil
Desceste a montanha, mágico desejo
Sedenta e lustrosa,trazendo na boca molhada
A saliva doce que servilmente misturas  no meu suor

Arrasto-te num súbito frémito, violento,para te sentir
Tremer, num estertor de medo que se transmuta em gozo
Puro, os sentidos em sentido delírio dos homens sem sentido
Provocação sem limites ao bafio das leis sem côr, corpo marcado
A ferro e fogo,sublimada neste caminho de fulvo mato por onde te levo 
Desnuda,rasgada,tomada de mim,sangrando ainda de uma mais que
Perfeita refrega,o cio do homem macho,sacrílego animal
Sem limites no meu máximo denominador 
Incomum, despojado de tudo
E todos,repasto do sonho
Moldado em nós 
Desabrido
Em ti...
  


terça-feira, 24 de junho de 2014




           Mulher de maré...
  
Mulher de outras tantas marés
Mulher sedenta,tomada em desejo
Esperando a onda para se banhar na espuma
Súplicando a fúria dos deuses,ao ímpio vento
Se oferecendo,nua,cabelos revoltos,sexo húmido
Num sopro de beijo fatal rasgando perversa
O mais ardente e lúbrico raio do rei Sol ...

sexta-feira, 6 de junho de 2014



                 "Omnes Feminam"

A fêmea total
Espécime raro,desejado
Perdido algures na inconfessável
Vastidão da mente
No meu ubíquo e devasso
Subconsciente

A fêmea total
Te recebe de olhar fatal
Pronta para te servir,carnal
Depois de andar fugida na selva
Procurando o teu cheiro,sem nexo
Sorvendo em cada folha o orvalho, 
O teu sexo

A fêmea total
Está aqui...Serás tu,serei eu
Seremos todos parte da loucura
Queria esmaga o tosco pudor da raça
Definhar... não vou deixar, é espúrio e fraco
É aquele minuto que passa e te transforma em trapo
Com traça

A fêmea total
Obedece ao desígnio
Sublime de ser fadada para amar
Para servir seu amo,doce e por vezes bruta
Para se dar desabrida e aberta,no feitiço da gruta
Que criaste algures em  sacrilégio divino
Para me encantar...




sexta-feira, 30 de maio de 2014



       
      “Dúbios caminhos de breu…”
             (Minha escrava)

Há um certo caminho, dúbio
Em que sempre me encontras
No escuro do breu que te leva
Sem rumo aparente, subjugada,
Ao turvo e distante
Saguão da minha mente…

És a minha escrava
Serva dos meus desvelos
Prisioneira dos meus encantos
Te escravizo de gozo, te agrilho de sonhos
E quando gritas, há um eco insano
que se subleva nas montanhas
e logo se precipita em jorro farto,imenso,
última representação telúrica da insondável submissão  
do Eu...


quinta-feira, 22 de maio de 2014



                .
                            ."DisserTesão"

        Concebo apenas o súbito
        Jorrar dessa lava quente
        Que me devora neste instante
        Como sendo a face visível do vulcão
        Dos mil sóis que inexoravelmente
        Alimentas de lascívia e paixão
        E nessa poderosa fornalha
        Nasce o mais imponderado
        E lúbrico dos sentimentos
        Uma vontade,um frémito
        A que ousei chamar
        Tesão

        Um caminho infinito
        Que percorro sem descanso
        Num vai e vem consentido
        Palmilhando todos os trilhos
        Que vou desbravando em ti
        Tesão

        Há um rio que nasce
        No exacto momento
        Em que toco tua nuca
        Que vou beijando em círculos
        Gozando em cada poro que penetro
        Sem pressas porque em tua foz de luxúria
        Repousa o desejo que num desenlace ou êxtase
        Nos afogará na loucura do prazer supremo, adorável
        Tesão

        E assim cheguei ao fim
        Pela fímbria, desenfreado
        Para te reencontrar no núcleo
        Caldeirão de delírios nossos, magma
        Explodindo nessa cúmplice erupção
        Definitivamente nosso...
        Tesão...