quinta-feira, 22 de maio de 2014



                .
                            ."DisserTesão"

        Concebo apenas o súbito
        Jorrar dessa lava quente
        Que me devora neste instante
        Como sendo a face visível do vulcão
        Dos mil sóis que inexoravelmente
        Alimentas de lascívia e paixão
        E nessa poderosa fornalha
        Nasce o mais imponderado
        E lúbrico dos sentimentos
        Uma vontade,um frémito
        A que ousei chamar
        Tesão

        Um caminho infinito
        Que percorro sem descanso
        Num vai e vem consentido
        Palmilhando todos os trilhos
        Que vou desbravando em ti
        Tesão

        Há um rio que nasce
        No exacto momento
        Em que toco tua nuca
        Que vou beijando em círculos
        Gozando em cada poro que penetro
        Sem pressas porque em tua foz de luxúria
        Repousa o desejo que num desenlace ou êxtase
        Nos afogará na loucura do prazer supremo, adorável
        Tesão

        E assim cheguei ao fim
        Pela fímbria, desenfreado
        Para te reencontrar no núcleo
        Caldeirão de delírios nossos, magma
        Explodindo nessa cúmplice erupção
        Definitivamente nosso...
        Tesão...

quinta-feira, 1 de maio de 2014

"Sim,amor..."




Sim, amor
Como eu sei que sim
Que me sentiste furtivamente
Certamente porque …eu estive aí contigo
E na percepção de cada momento dessa viagem
Fui torrente, fui jorro, fui palavra e renasci poema.
Na orgia dos sentidos tomei-te de assalto, de mansinho
Apoderei-me dos lóbulos para descer pelos relevos do pescoço
Tremeste com o som cavo dos meus dentes, cravados sim
Mas naquele mordiscar de gato com ânsias do dono
Percorri teu dorso relendo cada saliência, trémula
Tua pele moldava-se numa suprema escultura
Em minhas mãos de mestre, teu mestre
Guerreiro de uma guerra consentida
E eterna, sem sangue mas Nossa!
Como sangrava o teu coração
Quando morreste por mim
Para renascer diáfana
Numa flor de lótus
Flutuando
Em mim…


domingo, 27 de abril de 2014

"Loucamente minha..."


Loucamente minha…
que mulher te fizeste
disponível para me amar
assim…
como eu sou rico
completo, repleto
desse ser que transborda de ti.
Estás brilhante,paixão
e a crueldade
realmente
existe
neste momento sinto-a
cravando esporas em mim
cavalgando o meu desejo
deuses loucos estes
que me fazem pagar assim esta dádiva
mulher
fêmea
eu sei, estás pronta
para mim
mas não te posso tomar…
Sem mais palavras
te adoro
vem cá
vem cá!
te desejo
te preciso
te quero
estou sofrendo agora
com o que me ofereces
assim morro
e sem falsa modéstia
reconheço
incrível
o belo existe
e é feito de nós
tu respiras e brilhas
e açoitas- me os sentidos
nesse teu jeito de mulher divina
criada por e para mim
teu deus na terra
por isso te espero aqui
agora
nesta ânsia
imensa
de ti…

sexta-feira, 28 de março de 2014







      "Amo amar-te assim"…


Amo amar-te assim
Sem limites
Até á exaustão
Mas sempre descobrindo
As novas fronteiras
Da paixão

Uma força imensa
Acesa, por vezes
Insana até
Que nos puxa, cola e agarra
Como dois náufragos
Neste mar que se agiganta de nós.

Não me largues
A mão…
Somos a âncora
De cada
Dia


terça-feira, 4 de março de 2014





“Soneto do amor escondido”


Tomei o sol
Tomei a lua
Viajei nas asas
Da tua imagem, nua

A cor do mar
De azul perdido
Tomava de assalto
Cada poro escondido

O amor? Estava ali
Na tua mão, carente
E teu peito farto, arfando

Queres voar agora? Vem…
E na esteira desse cometa ardente
Recebo teu sexo…
Pulsando.





   

domingo, 16 de fevereiro de 2014




                              Havia um rio lascivo e doce...

                                       


                           
Havia um rio
Lascivo e doce brotando
Em tons diáfanos das minhas íris
Irremediavelmente
Tomadas
De ti
E em ti
Aqui e agora
Em tua ânsia
Me acorrento
Num amplexo, sufoco
Esse grito, visto-me de vento
Jorrando minha lava quente
Peço-te um orgasmo louco                                                                    Joao Galante
E assim te possuo
O  pensamento…

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014




                      "Lua, sorriste em mim"


Guardaste pra mim
O fogo dos deuses sem pleito
O canto das mágoas no peito
Que solícita  me ofereces
Num sonho acordado
Sem fim.


Lua, sorriste em mim
Apareceste nua, aberta em flor
Desabrida viscejante amor
E como cresces vivaz
Neste meu ígneo
Jardim...


Delírios do tempo
Martírio das horas, eternas
Madrugadas crivadas de súplicas
Atormentadas, intensamente lúbricas
Porque não mais voltaste
A tristeza acendeste
Em mim.