quinta-feira, 2 de abril de 2015



                   " Nome de código: Mulher "


Não havia mais luar
Ondas,salpicos de mar
Mágicas formas de luz
Em teu peito que seduz

Despontaste no horizonte
E da tua boca se fez fonte

Copioso e farto manto
Onde me acolho,meu tecto
Deifico-te em delírio
Imolo-me em raro martírio
Glorifico teu afeto
Outorgando teu encanto

Máximo esplendor na terra
Último bastião do querer
Legado do homem fera
Hoje senti teu sortilégio
E respeitando teu olhar régio
Resolvi te amar,Mulher...

domingo, 29 de março de 2015




                                                   "Mulher..."


Talvez sejas benção
Definitivo e belo, sacrossanto ser
O mais perfeitamente imperfeito, criação
Última desse Deus tão inspirado que te fez mulher

Talvez sejas peito
Altivo e farto,doce e lasciva
Desabrida e invariavelmente activa
Admiravel e mágico requisito de causa e efeito...

Como te eivo num afago
Neste abraço de homem e petiz
Nascido em teu ventre,embevecido

Te peço um beijo,ávido
Pela ânsia de te fazer feliz
Mulher mãe deste mundo sem sentido
















quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015





  "Te espero... no escuro "         
             


 Chegaste num sussurro                                                                    
    À deriva... puro cio nesse olhar                                                              Incendiados beijos, ávidos desejos                                                                   Como quem se apronta para se dar...                                   

     
           O teu segredo é um Templo
                        Sumptuoso
                            Dúbio cálice,
                                Delirante... 

 
      Desnudas-te num acorde em surdina
       Um fogo fátuo,numa rara enarmonia
         Oferenda dos Deuses,alva e lúbrica
           Louca amante de mágico semblante...


  Ofereço-te a minha loucura
    Os sete céus do delírio
      Um inferno de ternura
        Dulcificado martírio...
      















domingo, 8 de fevereiro de 2015

"Toques de mágica..."






                                             "Toques de mágica..."


Tocava-te assim...
Desenhando lentos círculos
Nos teus seios túrgidos ainda húmidos 
Daqueles beijos sufragados no fundo de mim...

Estremecias por entre gritos
Entrecortando a respiração ao ritmo
Desalinhado desses cabelos à deriva no mar
Revolto em que me afogo na sede louca de te amar


Podia renascer num repente
Perpetrar-me num romance antigo...
Preferi um conto sem fadas,desencantado

E sem quebrar a corrente
Decidi que queria morrer contigo
Aqui,agora, num último orgasmo partilhado...









terça-feira, 13 de janeiro de 2015








Guardei o teu corpo daquele jeito feroz
Como teu mestre, dono e senhor
Te sinto agora desfalecer amor
Pelo tom frágil da tua voz

Quis saber o caminho mais certo
Moldar os labirintos de paixão
Se existia volúpia no deserto
Na ausência da minha mão...

E se da súbita sublimação do tempo
Perpetrei a ubíqua devassidão do espaço
Urge saber agora escalpelizar as horas perdidas
Para honrar perenes as mil privações  consentidas

Não procurarei mais devassa
Não tomarei mais carne
Subjugo-me,saciado
Sem mais vontade
Sem mais
Pecado...










sábado, 27 de dezembro de 2014



Volcano...







     Há uma errupção de paixão
     Um ocre cheiro a lava 
     Doce, amor...

     Há um abraço entre corações
     Um sôfrego enlace
     Sem dor...

     E se nesse olhar a cércea
        Do meu ser se afere
           Como se fora
              Súbdito...

     Como se fora um náufrago
        Mergulho no sonho
                Para te fruir
             Forever...

     
     
























































































































































































































































































     

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014



                        " Nú em teu corpo..."                               







Tomamos cada recanto, desnudos
Teus cabelos soltos do dúbio véu da vida
Abriste-me a imensidão dos ebúrneos campos 
Que sem limites cultivo e rego feito fera desabrida...

Respiras o ar que te instilo
Saboreias cada sopro, cada beijo
Raro êxtase que se agiganta de tempo
Urdindo os secretos ritos do pensamento...

Trazes um rosto espelhado nos dentes
Gritas esse nome num intervalo perfeito
Gozas sem margens numa torrente de cio

Te acorrento a um céu de estrelas cadentes
Descubro teu ventre enquanto beijo teu peito
E da imperfeição das horas fizemos um leito rio...