quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015





  "Te espero... no escuro "         
             


 Chegaste num sussurro                                                                    
    À deriva... puro cio nesse olhar                                                              Incendiados beijos, ávidos desejos                                                                   Como quem se apronta para se dar...                                   

     
           O teu segredo é um Templo
                        Sumptuoso
                            Dúbio cálice,
                                Delirante... 

 
      Desnudas-te num acorde em surdina
       Um fogo fátuo,numa rara enarmonia
         Oferenda dos Deuses,alva e lúbrica
           Louca amante de mágico semblante...


  Ofereço-te a minha loucura
    Os sete céus do delírio
      Um inferno de ternura
        Dulcificado martírio...
      















domingo, 8 de fevereiro de 2015

"Toques de mágica..."






                                             "Toques de mágica..."


Tocava-te assim...
Desenhando lentos círculos
Nos teus seios túrgidos ainda húmidos 
Daqueles beijos sufragados no fundo de mim...

Estremecias por entre gritos
Entrecortando a respiração ao ritmo
Desalinhado desses cabelos à deriva no mar
Revolto em que me afogo na sede louca de te amar


Podia renascer num repente
Perpetrar-me num romance antigo...
Preferi um conto sem fadas,desencantado

E sem quebrar a corrente
Decidi que queria morrer contigo
Aqui,agora, num último orgasmo partilhado...









terça-feira, 13 de janeiro de 2015








Guardei o teu corpo daquele jeito feroz
Como teu mestre, dono e senhor
Te sinto agora desfalecer amor
Pelo tom frágil da tua voz

Quis saber o caminho mais certo
Moldar os labirintos de paixão
Se existia volúpia no deserto
Na ausência da minha mão...

E se da súbita sublimação do tempo
Perpetrei a ubíqua devassidão do espaço
Urge saber agora escalpelizar as horas perdidas
Para honrar perenes as mil privações  consentidas

Não procurarei mais devassa
Não tomarei mais carne
Subjugo-me,saciado
Sem mais vontade
Sem mais
Pecado...










sábado, 27 de dezembro de 2014



Volcano...







     Há uma errupção de paixão
     Um ocre cheiro a lava 
     Doce, amor...

     Há um abraço entre corações
     Um sôfrego enlace
     Sem dor...

     E se nesse olhar a cércea
        Do meu ser se afere
           Como se fora
              Súbdito...

     Como se fora um náufrago
        Mergulho no sonho
                Para te fruir
             Forever...

     
     
























































































































































































































































































     

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014



                        " Nú em teu corpo..."                               







Tomamos cada recanto, desnudos
Teus cabelos soltos do dúbio véu da vida
Abriste-me a imensidão dos ebúrneos campos 
Que sem limites cultivo e rego feito fera desabrida...

Respiras o ar que te instilo
Saboreias cada sopro, cada beijo
Raro êxtase que se agiganta de tempo
Urdindo os secretos ritos do pensamento...

Trazes um rosto espelhado nos dentes
Gritas esse nome num intervalo perfeito
Gozas sem margens numa torrente de cio

Te acorrento a um céu de estrelas cadentes
Descubro teu ventre enquanto beijo teu peito
E da imperfeição das horas fizemos um leito rio...








segunda-feira, 24 de novembro de 2014

"Espiral do Tempo"...




       Ser de quantas esferas,espiral doTempo 
      Busco em ti os lugares que percorreste 
      Nessa simples e singela complexidade
      Te acolho desnuda no pensamento 

      Ser de outras eras,filha de tantas terras
      Desferes teu punho no meu peito
      Rasgando com as tuas unhas 
      A própria causa e o efeito




    
      Bebes meu sangue ainda quente
      Num pacto divino,sublime
      Tão pura e alva,insigne
    
       Veneras assim o teu mestre
       Mulher de loucas antíteses
       Última trama dos deuses...
     
     


      




           "Tomei-te assim,dono e senhor..."


Tomei-te assim
Como teu dono e senhor
Esse corpo em fissão
Essa luxúria vulcão
Quisera poder selar o desejo
Enlear-me em cada beijo
Como se fizessemos amor
Da lava que jorras para mim...

Quanta devassa e tortura
Quantos desejos calados no tempo
Lugares de bruma em pensamento
Tórridos quadros guardados na mente
Ogivas de prazer explodindo no espaço
Como se fora um toque meu em teu regaço
Jura que te me ofereçes mesmo ausente
Na última das heresias da Loucura...